PÓS-ENOPES EM BRASÍLIA/DF

Compareça ao Pós-Enopes em Brasília para sedimentar o Plano de Lutas na base. Dia 30/11, às 14h30, no Auditório do Sindágua.

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MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AO CAMARADA MARCLÉO ROSSELI, PROFESSOR PERSEGUIDO POLÍTICO NO DF E ENTORNO

[versão em pdf.]

Rio de Janeiro, 17 de Novembro de 2013.

           Nós, delegados reunidos no 1º Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais (ENOPES), viemos a público declarar o nosso mais amplo e irrestrito apoio ao professor Marcléo Rosseli, duramente perseguido a quase 20 anos por diferentes governos e pela burocracia sindical e partidária do Distrito Federal e Entorno (GO), e tudo isso por ter lutado de forma aberta e sincera pelos interesses dos trabalhadores.

                O camarada Marcléo é um importante militante da esquerda do DF, um verdadeiro filho do povo. Liderou e participou de greves de professores, construiu duas bibliotecas comunitárias, lutou pela retirada do lixão de Valparaíso, além disso, foi um dos membros fundadores da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) durante o momento de ruptura com o governismo sindical da CUT. Por sua intensa militância sofreu duas demissões políticas gravíssimas e cheias de vícios, calúnias e irregularidades, das quais recorre na justiça até hoje.

           Relatemos brevemente as perseguições que o camarada sofreu. Primeiro, durante seu estágio probatório na Fundação Educacional do DF, no ano de 1995, durante o governo Roriz (ex-PMDB, atual PSC) e a gestão de Eurides Brito (PMDB), foi exonerado através de um processo administrativo repleto de calúnias e vícios jurídicos. Durante a gestão de Cristovam Buarque foi formada uma comissão revisora do seu processo contando com membros do SINPRO (sindicato dos professores). Porém, por fazer parte do bloco de oposição ao sindicalismo pelego, foram retiradas as questões mais graves e absurdas na tentativa de dar legalidade e legitimidade ao processo, mantendo a maior penalidade: demissão do serviço público.

         Mesmo sem ser readmitido no DF, em 2004, o companheiro Marcléo passou em um novo concurso para docente em Valparaíso de Goiás (Entorno do DF). Por manter sua postura militante, ter liderado uma longa greve da categoria, ter lutado juntamente com à comunidade pela retirada de um lixão da cidade, estar a frente da campanha vitoriosa pelo não fechamento do EJA (Educação de Jovens e Adultos), além de ajudar na construção duas bibliotecas, o companheiro foi novamente demitido, e ainda pior, teve sua aposentadoria decretada forçosamente, e hoje está impedido legalmente de realizar novos concursos ou trabalhar com carteira assinada. Tal fato vem prejudicando seriamente sua saúde e reprodução material.

        Além de contar com a colaboração das burocracias sindicais da CUT, ligadas ao PT e PC do B, que agiram como verdadeiras traidoras da classe trabalhadora, os governos do DF e de Goiás também foram ajudados pela omissão sectária e oportunista de diversos militantes e setores da “esquerda”, que não apoiaram sua defesa nem se manifestaram sobre o caso. A falta de vontade política em encampar a solidariedade foi da Conlutas, Intersindical, PSTU, PSOL e PCO, demonstrando o quão seletiva é a dita “solidariedade de classe” desses setores.

        Para defender o companheiro, foi criada em 2010, a Comissão de Combate ao Assédio Moral e à Criminalização dos Movimentos Sociais e seus Militantes do DF/Entorno, composta por sindicatos, organizações estudantis e populares. A Comissão vem buscando se estruturar para lutar por esse caso de forma a não individualiza-lo, mas compreendendo que a perseguição ao companheiro está diretamente vinculada a uma política geral de repressão e criminalização dos lutadores do povo, que inclusive vem aumentando fortemente no último período, especialmente desde as Jornadas de Junho de 2013. A perseguição política, o assédio moral e a repressão são males que ameaçam a todos os militantes de esquerda e é um dos meios mais eficazes e diretos para o Estado frear a luta popular.

          Nesse sentido, é preciso dar todo o apoio ao professor Marcléo, divulgar o seu caso exemplar de perseguição, e responder a este através de uma prática militante de resistência e solidariedade classista! Gostaríamos, sobretudo, de dizer ao camarada que continue sendo o exemplo de convicção ideológica, de força de vontade e de resistência que tem demonstrado durante esses anos que tivemos a oportunidade de conviver juntos. Afinal de contas, como já diria Gonçalves Dias: “Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos, Só pode exaltar.”  Por isso, cada ato repugnante de repressão do Estado deve servir para nos fortalecer, estreitar nossos laços, renovar nossa ação. Levantemos nossas cabeças e estendamos nossas mãos aos camaradas, pois ainda temos muito chão para caminhar e muitas batalhas para lutar, até a vitória final.

 Toda solidariedade ao combatente do povo, Marcleo Rosseli!

Os governos são os verdadeiros farsantes e criminosos!

Abaixo a perseguição e a repressão política de ontem e hoje!

Não esquecemos nem perdoamos!

Ousar Lutar, Ousar Vencer!

MOÇÃO DE APOIO À GREVE DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DO CEARÁ

[versão em pdf.]

Rio de Janeiro, 17 de Novembro de 2013

Nós, organizados no Primeiro Encontro Nacional de Oposições Popular, Estudantil e Sindical/ I ENOPES vimos por meio desta declarar total apoio e compromisso com a construção da greve das Universidades Estaduais do Ceará (UECE,URCA e UEVA).

Nos últimos anos as Universidades Estaduais tem presenciado o total descaso por parte do Governo do Estado, sendo intensificado sobretudo na Gestão dos Ferreira Gomes. Inúmeras foram as tentativas de negociação com o Governo do Estado do Ceará no intuito de pautar melhorias para as Universidades, contudo os resultados foram insuficientes para as pautas apresentadas. Tendo como conquistas o término da construção do novo Restaurante Universitário (R.U), de uma biblioteca e um concurso para professores que contudo não supriu a carência efetiva de docentes.

No último dia 22 de outubro foi deflagrada greve por parte dos estudantes, sendo inicialmente impulsionada pela ocupação de um dos prédios da Faculdade de Educação de Itapipoca – FACEDI localizada no interior do Ceará. Posteriormente foi fortalecida com a aderência de professores e servidores da Universidade Estadual do Ceará que se reuniram em assembleias gerais e deflagraram greve. Em seguida a Universidade Regional do Cariri e a Universidade Estadual do Vale do Acaraú também deflagraram greve, caracterizando-se assim uma Greve Geral das Universidades Estaduais do Ceará.

As principais pautas de reivindicações são: concurso unificado para professores e servidores; assinatura do governador no  Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos/PCCV dos professores; melhorias na infraestrutura das universidades e assistência estudantil. Salientando ainda que essa greve não pauta o aumento salarial de professores, mas melhorias nas condições de trabalho e estudo.

Dessa forma, destacamos o total repudio a ação por parte da reitoria da UECE em orientar o movimento anti-greve e a arbitrariedade do Governo do Estado que se recusa a negociar com os grevistas. Ressaltamos total apoio das oposições populares, estudantis e sindicais que compõe o I ENOPES à greve.

MOÇÃO DE APOIO A CARAVANA DA PERIFERIA

[versão em pdf.]

Rio de Janeiro, 17 de novembro de 2013

Nós, organizados no Primeiro Encontro Nacional de Oposições Popular, Estudantil e Sindical – 1º ENOPES vimos por meio desta manifestar total apoio à Caravana da Periferia  que tem conclamado uma campanha de frente, a nível nacional  contra o extermínio da juventude pobre e negra da periferia. O Mapa da Violência-2013 aponta para  um crescimento demasiado de jovens da periferia mortos vítimas de homicídios, e que tem esses jovens são em sua grande maioria negros, pobres, do gênero masculino entre 14 e 29 anos e moradores de bairros periférico e favelas.

A precarização dos serviços públicos nas comunidades, escolas e outros espaços públicos é fator que demonstra o descaso do Estado, por outro lado o aumento da polícia ostensiva, criminalização e banalização da violência, armas e o tráfico de drogas, colaboram com a legitimação desse extermínio.

Portanto, queremos melhorias de espaços públicos, gratuitos e de qualidade, educação saúde e cultura para o povo.

 Não queremos Copa!

Não queremos caveirão policial!

Somos contra a redução da maioridade penal e contra toda política de encarceramento da nossa população!

Por saúde, educação! Contra aquário e caveirão! Essa Copa quero não!

Campanha contra o extermínio da juventude pobre e negra da periferia. 

SAUDAÇÃO DO COLETIVO LUTASOCIAIS AO I ENOPES

           O I Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais – ENOPES, que aconteceu entre os dias 15 e 17 de Novembro no Rio de Janeiro, foi em sua totalidade positivo para os setores classistas, antigovernistas e independentes como o Coletivo LutaSociais.
          O Coletivo reúne estudantes na UFC e UnB que tiveram momentos de socialização das lutas durante o Encontro, entendendo que esse processo de trocas é de fundamental importância para fortalecer o movimento estudantil de Ciências Sociais que está aprofundado nos modos governistas e paragovernistas de fazer movimento. Exemplo desse modo foi o último ENECS que aconteceu em Julho de 2013 em Fortaleza, onde esses setores de atuação nacional no curso deslegitimaram a Coordenação Regional de Estudantes de Ciências Sociais – CRECS Centro Oeste, que foi impulsionada de modo a fortalecer a democracia de base e blindar o oportunismo dos que vão a esses encontros sem comprometimento nenhum com a base.
           O ENOPES, muito diferentemente, “recarregou as baterias” das organizações e militantes que fazem um ferrenho trabalho de base em seus locais de trabalho, estudo e moradia. Mostrou ser um espaço auto-organizado e fundamental para o aprofundamento do classismo e da ação direta proletária. Agora o ENOPES continua, não nos deixaremos cair nas práticas que tanto rechaçamos daqueles setores reformistas e pelegos! O I ENOPES continua nos nossos locais de atuação, vamos implementar o plano de lutas tirado nesse encontro, fortalecendo a democracia de base, o classismo e tendo a ação direta como principal método na luta contra o Estado, o capital e todos os reformistas conciliadores de classes!

O POVO UNIDO É UM POVO FORTE, NÃO TEME A LUTA, NÃO TEME A MORTE. O POVO UNIDO É UM POVO FORTE,  NÃO TEME A LUTA, NÃO TEME A MORTE. AVANTE COMPANHEIROS ESSA LUTA É MINHA E SUA, UNIDOS VENCEREMOS E O ENOPES CONTINUA!
AVANTE COLETIVO LUTASOCIAIS! AVANTE RECC!

1º ENOPES: EVENTO VITORIOSO TRAÇA POLÍTICA E PLANO DE LUTAS PARA 2014

O 1º ENOPES, realizado nos dias 15, 16 e 17 de Novembro de 2013, contou com a participação de mais de 150 trabalhadores e trabalhadoras, estudantes e ativistas do movimento popular, estudantil e sindical. A pauta principal do evento foi a discussão da crise de organização da classe trabalhadora e o balanço das lutas depois do levante popular de 2013; também se discutiu uma política e plano de lutas classista e combativo para o ano de 2014.

O Encontro foi vitorioso! O eixo de sua linha política será a luta contra os megaeventos e projetos de desenvolvimento no campo e na cidade; a organização pela base dos trabalhadores marginalizados e precarizados; o combate a burocracia sindical e das centrais; a convocação e construção de uma greve geral pela base no ano de 2014 contra a Copa e os megaeventos. O 1º ENOPES traçou uma linha para avançar na construção das oposições sindicais, estudantis e populares.

Seu êxito maior é que sua ocorrência foi uma iniciativa necessária, que rompeu os limites impostos pela hegemonia social-democrata e conservadora. Sabemos que nossa tarefa é ainda gigantesca e que estamos longe de dar conta de toda dela. Mas estamos nos preparando seriamente para enfrentar a tarefa histórica de fortalecer as lutas populares e construir uma alternativa de massas, o sindicalismo revolucionário. Por isso o ano de 2014 será um ano de ir ao povo como membros do povo que somos, no sentido de trabalhar pela base e construir as greves e lutas de rua e todas as formas de ação direta.

Ir ao combate sem temer! Ousar Lutar, ousar vencer!